Ilha Santiago

Cabo Verde

A ilha de Santiago é um autêntico tratado histórico.

A Cidade de Ribeira Grande, a primeira de toda a África Ocidental, fundada ainda no século XV, tornou-se rapidamente numa metrópole comercial, baseada no grande negócio da época, que era o tráfico de escravos, mas soube sobretudo transformar o fulgor económico daí resultante num laboratório biosociológico que deu origem a uma nova estirpe humana, a comunidade crioula, com uma personalidade e uma cultura tão próprias e ricas, que se expandiram para as Américas e as Caraíbas (na altura apelidadas de “índias ocidentais”), originando países tão vastos como o Brasil e tão densos como Cuba, que prometem ser o fermento de um futuro inovador para a humanidade.

A grande riqueza de Santiago, para além da sua própria população, é o seu potencial agrícola, fonte de venturas e desventuras através dos séculos, ao sabor dos caprichos da natureza, mas que vê agora instalar-se uma promessa de sustentabilidade com políticas de aproveitamento das águas pluviais e com o advento de tecnologias alternativas à produção de energia e à irrigação das terras de sequeiro.

Da Ribeira Grande, a capital de Santiago e do país transferiu-se desde o séc. XVIII para a Praia, hoje uma
metrópole com cerca de 150.000 habitantes. Uma visita suficientemente demorada à ilha-mãe de Cabo Verde revela ao visitante um manancial de paisagens, mas também de história e de cultura profundamente rico e apaixonante.
 


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Ribeira Grande de Santiago, antes Cidade Velha, a 15 km a oeste da Praia, na costa, foi a primeira capital de Cabo Verde. Cerca de 50 km a norte da Praia localiza-se a cidade de Assomada com o seu concorrido mercado e o Museu da Tabanka. A norte da ilha, a cerca de 75 km da Praia, está a vila do Tarrafal, praia de areias claras e palmeiras, com alguma estrutura turística. Nesse mesmo concelho está o antigo Campo do Tarrafal criado pelo Governo português do Estado Novo ao abrigo do Decreto-Lei n.º 26 539, de 23 de Abril de 1936. A variante do crioulo cabo-verdiano falada em Santiago recebe o nome popular de badiu, termo também utilizado para designar o natural dessa ilha.

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